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sexta-feira, 4 de abril de 2014

Inscrições para Bienal Naïfs do Brasil 2014 no Sesc Piracicaba encerram dia 13 de abril


12ª edição Bienal Naïfs do Brasil


Artistas e realizadores podem cadastrar sua participação até o dia 13 de abril.

Evento tem abertura marcada para 07 de agosto e propõe extrapolar os limites da estética tradicional para descobrir novos caminhos na produção popular.


Willi de Carvalho
Bienal Naïfs do Brasil 
de 2012

Foto: Divulgação

Realizada pelo Sesc São Paulo desde 1992, na Unidade de Piracicaba, a Bienal Naïfs do Brasil foi criada com o intuito de privilegiar a participação dos artistas plásticos produtores de obras enquadradas na categoria de arte ingênua, espontânea, instintiva, popular, naïf ou naïve, que em sua maioria as concebem de maneira autodidata.

Em 2014, o evento chega a 12ª edição com a proposta de preservar este prolífico e fértil território de ideias, além de extrapolar os limites físicos do Sesc Piracicaba com instalações, intervenções e apresentações artísticas na cidade (vídeo mapping, dança, DJ’s, ateliês abertos, etc), difundindo assim a diversidade cultural do nosso povo.

Além disso, é esperada uma maior representatividade de outros suportes e técnicas além das tradicionais telas e pinturas: esculturas, gravuras, bordados, tecelagem, etc, a fim de representar, mais fielmente, a variedade de técnicas e possibilidades de expressão naïf e popular produzida no Brasil todo.

As inscrições tiveram início no dia 18/02, a partir das 14h (horário de Brasília) e se estendem até 13/04.

O formulário está disponível em http://bit.ly/RegulamentoBienalNaiFs2014  ou acesse www.sescsp.org.br/piracicaba

'Arrastão', 2012
Neri Andrade
Bienal Naïfs do Brasil de 2012

Foto: Divulgação

Sobre a Bienal Naïfs

A Bienal originou-se das mostras anuais realizadas pelo Sesc Piracicaba, no período de 1986 a 1991, sempre com o propósito primordial de valorizar e divulgar essa vertente artística fortemente marcada por elementos que caracterizam a cultura popular brasileira.

Uma das principais referências do gênero artístico, promove a integração entre artistas, pesquisadores, colecionadores e galeristas – além de educadores e estudantes, com a finalidade de ampliar conhecimentos e garantir o debate acerca da produção visual no país.

Em suas últimas edições buscou abarcar a diversificação do que se conhece como estética naïf tradicional, por meio da seleção de obras que contemplam a variedade da confecção popular e até a reutilização de materiais, um realinhamento do propósito primitivo-moderno que caracteriza a arte ingênua.

BIENAL NAÏFS DO BRASIL 2014
SECRETARIA GERAL
Tel: 0800 771 6243 / (19) 3437-9286. Fax: (19) 3437-9299.
Atendimento de terça a sexta, das 14h às 21h.
Sábados, domingos e feriados, das 10h às 17h.


Serviço

Inscrições para a Bienal Naïfs do Brasil 2014
Quando: De 18/02 a 13/04

Acesse o portal para mais informações sobre a programação - www.sescsp.org.br/piracicaba
Endereço - Rua Ipiranga, 155 - Centro.
Tel: (19) 3437-9292


Fonte: Divulgação

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

José Augusto Silveira: quando o naif e a pop arte se fundem


Viver e sonhar estão coadunados: são inseparáveis. Assim o é, pelo menos, para os artistas.
 
Seguindo essa linha de pensamento, José Augusto Silveira, dentista e presidente do Partido Verde (Cidade do RJ), sonha e registra sua imaginação em novas gravuras.
 

"A onça e o gato, o Naif e o Pop"

Em "A onça e o gato, o Naif e o Pop" (imagem acima), Silveira reimagina o naif. Como tendência muito presente na arte contemporânea, o naif é como que penetrado pela pop art, fundindo-se estilos.


"Fantasia erótica"

Já em "Fantasia erótica", José Augusto pensa a mulher como doadora de vida e alimento, com um lobo flutuando em sua direção, onde o leite gerado pelos seios da mesma mulher transmuta-se em peixes.

Fechando a composição, quase como um cabeçalho, vemos uma primordial nuvem prata que semi-encobre o sol amarelo-gema.

Enfim, posso dizer que os estilos estão aí para serem insubmissos, serem apenas recursos de que o artista possa 'lançar mão' e abusar de sua linguagem na tentativa de se expressar no mundo.

Para fechar, deixo um Ferreira Gullar para quem quiser refletir:

"Rompida a linguagem, tudo é expressão e tudo é arte, isto é, nada é expressão e nada é arte".



Texto e post: Álvaro Nassaralla
 
Conheça o perfil completo do artista José Augusto Silveira.