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terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Antonio Eustáquio







[Antônio Eustáquio de Jesus]

Nascido em Raul Soares, Minas Gerais, Antônio Eustáquio de Jesus foi criado em Mariana, considerada a primeira cidade mineira do Ciclo do ouro, onde recebeu várias influências artísticas.

Demonstrou interesse pela arte desde jovem. Com apenas 11 ou 12 anos, convivia com artistas locais. Em meados de 1980, mudou-se para o litoral capixaba, onde fazia trabalhos com coisas do mar (conchas corais, areia etc).

Recebendo elogios de críticos de arte nos anos 1990, voltou a Minas passando a viver em Belo Horizonte, onde começou a pintar. Lá conviveu novamente com artistas, como a pintora Eny de Carvalho, conhecida como a pintora dos cegos por fazer trabalhos em alto-relevo.

Os trabalhos retratavam de modo peculiar o imaginário popular brasileiro com predileção por temas religiosos.










Antônio Eustáquio tem obras em importantes coleções privadas de arte (naif) no Brasil e no exterior e em acervos da Galeria Errol Flinn, do Antiquário Augusto Luitgards (DF), da Galeria Celso Albano (DF), da Casa Tomas Jefferson (DF). Teve um quadro chamado “A minha bíblia” premiado na Bienal do Sesc de Piracicaba, 2010, no estado de São Paulo.

Destacam-se:

  • Exposição no SESC-BH EM 2012, 
  • Coletiva no Casarão Centro Cultural Nhô-Quim Drummond (Sete Lagoas-MG) em 2007, 
  • Coletiva na Casa Thomas Jefferson em 2010, 
  • Exposição na Casa dos Contos (Ouro Preto – MG) em janeiro de 2013. 


Foi convidado a participar do Museu Internacional de Arte Naif do Brasil – MIAN (RJ).

TEXTO: Patricia Lapertosa (Jornalista)


Tela doada ao Arcebispo de Belo Horizonte (MG)
D. Walmor de Oliveira Azevedo





"Minha Bíblia"
Selecionada para o livro da Bienal do Sesc de Piraciacaba (2010)
Adquirida pelo Senador da República Eráclito Fortes

Análise crítica da obra do artista
por Prof. Augusto Luitgards, PhD, Brasília/DF



Saiba mais:
Antônio Eustáquio expõe pinturas na Casa dos Contos 


Fonte: Imagens e textos cedidos pelo artista.

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Cores de Minas: Francisco Severino expõe no Espaço Furnas no Rio

Com quase quarenta anos dedicados a arte naif, Francisco Severino abre sua nova exposição chamada 'Cores de Minas' no Espaço Furnas Cultural (RJ).
 

O artista expõe vinte telas, além de pedras de fundo de rio pintadas com suas paisagens do interior do país.


Natural de Descoberto (MG), cidadezinha próxima a São João de Nepomuceno, região de Juiz de Fora e Zona da Mata, ganhou reconhecimento internacional participando de coletivas em países de todo o mundo.
 

'Cavalo Baio', 2009
80 x 60 cm
Foto: Álvaro Nassaralla

Estivemos cobrindo a exposição e vamos postando no correr da semana mais novidades.
 

SERVIÇO

Cores de Minas: A Arte Naïf de Francisco Severino

Espaço Furnas Cultural

Terças às sextas, das 14h às 18h, e aos sábados, domingos e feriados, das 14h às 19h.

De 27/09 a 15/12/2013

Rua Real Grandeza, 219 - Botafogo - Rio de Janeiro, RJ

Tels. (21) 2528-3634 / 2528-4334

 


Mais sobre o artista: Francisco Severino

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Isabela Couto Machado


[Isabela Couto Machado]
Itabira (MG), 1976
Vive em Betim (MG)


Isabela Couto Machado nasceu em Itabira, mesma cidade do poeta Carlos Drummond de Andrade. Ao contrário do que diz o poeta sobre a ligação de sua personalidade pedregosa e cética à geografia da região, a pintora naïf transborda fé, fundindo religiosidade e lirismo de uma forma que nos faz sentir e entender que tudo está unido.




"Nascimento" (Birth)
2 metros x 75 cm
Acrílico sobre tela


Na tela 'Nascimento' (imagem acima) podemos conferir como a noite púrpura da vinda do Messias Jesus é uma das expressões máximas do amor que existe na humanidade.

E podemos ver a candura também na tela intitulada "Do Carmo", onde encontramos a Nossa Senhora do Carmo sentada em uma poltrona com o menino Jesus no colo (imagem abaixo).

 

"Do Carmo"
Acrílica sobre tela


Compreendendo que categorizações podem ser restritivas, mas por outro lado que também podem facilitar o posicionamento de um artista junto ao público, classificamos o trabalho de Isabela como Pop Naïf, um dos ramos que mais se desenvolvem no segmento naif. 


O começo

O caminho de Isabela para a arte foi diverso. Para não escapar a regra da arte naïf, a pintora descobriu que poderia pintar tardiamente, em 2004. Mesmo depois ingressar no serviço público (2006), continuou a pintar.

Nesse primeiro período, fez duas exposições: uma no Betim Shopping e outra na Casa de Cultura Josephina Bento, ambas em Betim (MG). Segundo ela, "(...) Além dessa exposições houve duas publicações (estas sim mais importantes). Uma na revista Arte em Tela e outro no livro Art Gallery, Ano IV".




"Patri et filii"
70 x 40 cm

Mesmo depois ingressar no serviço público (2006), sempre houve questionamentos de quando voltaria a pintar, até que em 2012 resolveu definitivamente regressar à atividade artística.

Agora, em outubro de 2013 vai dar um grande salto em sua carreira: Isabela vai expor no Museu do Louvre em Paris, França.




"Chico"
Gravura digital


Antes de tudo começar: suas influências

Certamente, a arte é uma representação das crenças do artista e, muitas vezes, essas crenças estão relacionadas a experiências não só da infância mas que vão acontecendo durante a vida.

Isto posto, pode-se dizer que Isabela teve uma forte experiência vivencial. No ano de 2001, ela se mudou para uma comunidade cristã católica em Arcoverde, sertão de Pernambuco. A artista descreve a comunidade como "um lugar onde jovens do Brasil inteiro e até do mundo resolviam por experimentar viver uma vida despojada na convivência com o povo local".



"Perpétuo"
Gravura digital


O plano inicial de ficar um ano no local foi estendido para quatro anos até 2004. Começou a pintar embebida pela inspiração da vivência espiritual que teve no sertão.

A recorrência de temas sacros cristão-católicos em sua pintura pode ser considerada a grande tônica de sua arte sem prejuízo para a liberdade criativa. Na recente gravura digital, "Eu sou Deus e Feliciano não me representa", ela mostra que está ligada ao mundo e ao ativismo para causas relevantes. Isabela diz que a gravura: 
"funciona como um ato político e de humor meu".




Entre suas principais influências encontra-se a Arte Bizantina, eminentemente religiosa e pode-se observar na pintura da artista a releitura de mosaicos e afrescos através da tinta.



"Santa Ceia"
Acrílica sobre tela

 
Segundo a Wikipedia, na Arte Bizantina "(...) as pessoas são representadas de frente e verticalizadas para criar certa espiritualidade; a perspectiva e o volume são ignorados e o dourado é utilizado em abundância, pela sua associação a um dos maiores bens materiais: ouro".




"Sementes"
Acrílica sobre tela
170×80 cm



"Bom Pastor"
Acrílica sobre tela
135×70 cm


As imagens alongadas, as referências a mosaicos e os temas religiosos na pintura, além de um paleta de cores tendencialmente voltada às variações de dourado estão presentes em outra de suas influências: o artista plástico Claudio Pastro. 


"Sagrada Família"
Acrílica sobre tela
135×70 cm

O toque ingênuo de suas influências - para não fugir da caracterização naif - fica por conta de outro mineiro, o artista Hélio Faria.


"Hosana!"
Acrílica sobre tela



Cântico dos Cânticos
Gravura digital


 
Exposições/ Publicações


2005 – Exposição no Shopping Betim/ Minas Gerais.

2005 – Exposição na Casa de Cultura Josephina Bento, Betim/ Minas Gerais.

2007 – Participação no anuário, Gallery Art Brazil, Vol 1.

2007 a 2012 – Cessa a produção artística. Nenhuma obra inédita nesse período. Contudo em 2009 aconteceu um convite para participação na Revista Galeria em Tela, Ano 10, Nº 98, Ed. On Line

2012 (Setembro) – Retomada das atividades artísticas.

2013 (Abril) –
Galeria Café com Arte à partir de 15 de abril.

2013 (Outubro) –
Carrousel du Louvre, Paris. França.  




"Sacre Couer" (Díptico)
Acrílica sobre tela
50x50 cm

Fonte:  www.laartb.com (Site da artista)

Texto: Álvaro Nassaralla
alvaronassaralla@gmail.com




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segunda-feira, 4 de junho de 2012

Robson Barros



Robson Faria de Barros (1961)

Jaguarão (MG)

Sempre gostou de desenhos, descobrindo daí seu talento a pintura, incentivado pela sua irmã e Artista Plástica Valquíria, logo se destacou no marcado das artes.

Expôs seus quadros na praça de Embu onde conheceu e dividiu seu tempo com amigos que também o incentivaram.


Veio para o mercado em São Paulo onde se destacou em algumas galerias.



Assinou por um tempo Nosbor (Robson ao contrário), mas voltou a assinar Robson Barros.

Sua arte é sem fronteiras, pois se encontra em quase todos os países, sua visão é de um mundo simples e de alegria.
Tem obras no acervo particular da colecionadora Ivette Mandelbam.

Comentário do Jornalista M. Pires de Albuquerque: "Suas telas iluminadas de pequenos detalhes, me fez ver o equilíbrio da sua composição. Robson, um digno representante de seu país, promete uma presença definitivamente marcante no cenário da Arte Brasileira."



Exposições Coletivas:

1977 - 1º Salão Oficial de Embu SP Menção Honrosa;

1980 - Galeria Jean Jaques Rio de Janeiro; e Galeria Jacques Ardie São Paulo;

1983 - Galeria Jean Jaques Rio de Janeiro;

1986 - Galeria Jacques Ardie São Paulo;

1990 - Galeria Jean Jaques São Paulo; Semi Individual na Galeria Jacques Ardie São Paulo;

1993 - Coletiva Jaques Ardie São Paulo;

1995 - TAE-GU Bienalle Coréia do Sul;