quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Exposição Meu Mundo Paralelo da artista paulista Lu Morgado



A exposição Meu Mundo Paralelo, da artista Lu Morgado, estará em cartaz de 09 a 29 de novembro de 2016, em São José dos Campos.

Ivete Raffa, arte educadora e pedagoga, assim destaca a obra de Lu Morgado:

"Entre tantos pintores naifs na atualidade podemos destacar Lu Morgado. Várias obras da artista fazem referência a coexistência de todas as raças, religiões e culturas. A imaginação e as sensações são as asas que Lu Morgado utiliza para ir ao mundo das ideias que habitam sua mente. Compartilhar a descoberta desse mundo paralelo é um convite para todos sentirem que podemos viver num mundo bem melhor!"

Abaixo, novas obras da artista que estarão expostas.



















SERVIÇO

Meu Mundo Paralelo
Lu Morgado
09 a 29 de novembro de 2016
Cantina da Nena
Rua Luiz Jacinto, 260 - São José dos Campos
Contato: lumorgadojorge@gmail.com




Você pode ver o perfil completo de Lu Morgado que fazemos de cada artista aqui no nosso blog !


Postagem por Alvaro Nassaralla

quarta-feira, 25 de maio de 2016

Cora Azedo

Muitas vezes os caminhos mais longos são os mais curtos. Cora Azedo, apesar de ser filha de um dos ícones da arte Naif, Aparecida Azedo, começou a pintar já adulta. A impressão que sempre tenho com Cora é a de que ela começou ‘tarde’ mas pegou a estrada da arte justamente onde sua mãe deixou. Já começou sendo premiada em três concursos antes mesmo de expor para venda seus quadros.

17° Salão de Artes Plásticas de Cerquilho (SP)
Premiação: Primeiro Lugar (30 de Abril de 2016).

Os prêmios foram os seguintes: 

1. Clube Militar - Prêmio Distinção. "Como o tema era educação, fiz minha mãe pintando com sua estante de livros ao fundo" (imagem abaixo).




2. Sociedade Brasileira de Belas Artes - Prêmio "Paleta de Bronze" (Imagem abaixo).


"Drummond e os pássaros"
Cora Azedo
Caneta stabilo 0,4 sobre papel Canson


3. 17° Salão de Artes Plásticas de Cerquilho (SP) - Premiação: Primeiro Lugar - 30 de Abril de 2016.
Dois quadros: "Festival de Pipas" e "Refugiados ll".

Na tela "Festival de Pipas", Cora resgata a ingenuidade característica do naif, porém de uma forma nova, contemporânea e própria, incluindo pequenos traços para preencher as áreas maiores, conferindo uma textura visual pouco encontrada nesse segmento de arte. Além disso, o trabalho trouxe uma nova leveza à paisagem carioca compreendendo o Aterro do Flamengo, as águas da Baía de Guanabara e os morros do Pão de Açúcar.


"Festival de Pipas"
Cora Azedo
Caneta Stabilo 0,4 sobre papel Canson

Por outro lado, em "Refugiados II", a pintora traz a realidade cruel dos norte-africanos e árabes que fogem de suas terras natais por ocasião e motivo de guerra e fome. As duas grandes mãos abertas podem representar tanto a súplica para que os europeus acolham esse população, quanto chamar a atenção para que as grandes potências realmente parem com suas corridas imperialistas e possam trabalhar em prol do fim das guerras e da fome. A inspiração de pintar o tema veio do sentimento de tristeza em relação ao drama sofrido pelas crianças refugiadas.


A breve e já vitoriosa carreira de pintora naif

Cora começou a pintar no final de 2014 em seu trabalho. Ela diz: 

"Andava um pouco estressada do cotidiano da vida e para espairecer resolvi um dia comprar um bloco de papel Canson e canetas Stabilo. Com elogios dos amigos, enviei um trabalho para participar do salão de artes da cidade de Cerquilho (SP). Para minha surpresa, fui premiada com o primeiro lugar. Fiquei, então, muito animada e comecei a participar de outros salões. Fui para o segundo, no Clube Militar, e ganhei outro prêmio e depois mais um na Sociedade Brasileira de Belas Artes".

Observe-se que como a entrevista já tem um tempinho, ela venceu novamente o Salão de Cerquilho, agora em 2016.

Quando perguntada sobre suas maiores influências nas artes visuais, ela responde que foi sua mãe, Aparecida Rodrigues Azedo: 

"Desde criança a via pintando objetos como roupas, lencinhos, tênis conga, bolsas de cartolina, que ela mesmo fazia, com o rosto do Wilson Simonal e outros desenhos, tudo isso para poder ajudar na renda familiar quando meu pai, jornalista e comunista, era despedido ou perseguido. Éramos seis crianças para alimentar".


Engajamento da pintora

Como exemplo dos pais filiados ao partido comunista e suas seguidas perseguições e prisões, Cora cresceu em um ambiente de luta em favor do mais desfavorecidos. Essa influência é clara ao se olhar para o aspecto de engajamento de seu trabalho quando ela chama a atenção não somente para as injustiças que ocorrem pelo mundo, mas também para questões e acontecimentos políticos de nosso país.

Ela nos falou sobre isso: 

"Convivi com pessoas de esquerda e vivi meu dia-a-dia tentando ajudar a mudar a realidade dos oprimidos. Participava de movimentos políticos e movimento de bandeirantes e escoteiros. A política sempre fez parte da minha vida. Talvez seja por isso que, na maioria das vezes, o que pinto 'diga' o que sinto no cotidiano, na realidade. A arte é uma forma de expressão que o artista precisa aproveitar para mandar a sua mensagem em relação a sociedade. Não posso ver a realidade e não participar; sinto a necessidade dessa participação. Não podemos fechar os olhos e a arte precisa ser expressiva: falar do mundo e para o mundo".

Nem por isso, seus desenhos e telas perdem em lirismo. Encontrei nessa obra (imagem abaixo), uma lição de brasilidade. A estrada passando na beira da casa tipicamente familiar a todos nós que viajamos por esse país, as pipas no ar, as aves voando e no chão, as bromélias na parte inferior da tela. Convenhamos, essa é uma típica paisagem de um Brasil que todos vemos quando viajamos pelo país.




As Olimpíadas de 2016 no Rio de Janeiro também não foram esquecidas. Cora fez algumas telas, destacando-se duas. Na primeira, vemos a nova Praça Mauá inaugurada em 2015, o Museu do Amanhã e o bondinho que vai correr por toda a zona portuária da cidade. Ao fundo, os belos detalhes da Ponte Rio-Niterói e o Pãozinho de Açúcar, fechando-se em círculo como numa perspectiva do planeta Terra arredondado-se quando visto de cima. Na segunda tela, temos uma competição de barco a vela na Baía de Guanabara com um belo Corcovado assistindo a tudo.






terça-feira, 24 de maio de 2016

Exposição "Diáspora" - Josafá Neves - Brasilia (DF)

Estamos divulgando o release recebido para o lançamento da exposição do brasiliense Josafá Neves:


A SECRETARIA DE CULTURA DO DISTRITO FEDERAL, POR MEIO DO FUNDO DE APOIO À CULTURA - FAC, APRESENTA A EXPOSIÇÃO "DIÁSPORA", DO ARTISTA PLÁSTICO JOSAFÁ NEVES.


É com grande prazer que convidamos a todos (as) para celebrar o Dia da África na abertura da exposição "Diáspora", que acontecerá no dia 25 de maio às 19h na Galeria Athos Bulcão no anexo do Teatro Nacional.

A exposição idealizada pelo artista plástico brasiliense Josafá Neves, busca homenagear personalidades que representam o empoderamento da cultura negra brasileira, como Clementina de Jesus, Itamar Assumpção, Milton Santos, entre outros; enfatizando a extensa criação por parte dos negros no Brasil nos domínios da música, das artes plásticas e do ativismo político.

SERVIÇO

Abertura:25 de maio de 2016 (quarta-feira)

Horário:19h00

Local: Galeria AthosBulcão (anexo do teatro Nacional Cláudio Santoro, via N2)

Período da Exposição:25/05 a 25/06.

Horários: De Segunda a Sábado, das 09h00 às 21h00.

Entrada Franca, classificação indicativa livre.

Mais informações: www.josafaneves.com.br

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

EXPOSIÇÃO: RIO DE JANEIRO VISTO PELOS PINTORES NAIFS na Barra da Tijuca


No dia 15 de fevereiro de 2016 será inaugurada a exposição coletiva realizada pelos seis artistas participantes do grupo "Naifs Brasileiros de Hoje". São eles: Ana Camelo, Berenic, Dalvan Filho, Ermelinda, Helena Coelho e Helena Rodrigues.

A coletiva, como o próprio título já diz, aborda uma temática voltada aos pontos turísticos do Rio de Janeiro. 

SERVIÇO

Exposição: 
"RIO DE JANEIRO VISTO PELOS PINTORES NAIFS"

DATA: De 16/02 a 25/03/16
HORA: 09 as 19 h
LOCAL: Lounge Espaço Britannia
Av. Rodolfo Amoedo, 333 - Barra da Tijuca - RJ
(21) 3197-6168
Gratuito
Classificação: Livre


A boa observação fica por conta de que as obras dos artistas também estão participando da exposição, na Embaixada do Brasil em Genebra (Suíça), intitulada Rio Naïf et les Jeux Olympiques et Paralympiques - Rio Naif e os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos (imagem abaixo).



O critico e pesquisador de arte Oscar D'Ambrosio, responsável pela exposição, escreveu um texto de apresentação a seguir:

DESENVOLTURA DE TEMAS E CORES
Por Oscar D’Ambrosio


É com grande alegria que recebemos a notícia da realização de uma exposição coletiva dos artistas plásticos Ana Camelo, Berenic, Dalvan Filho, Ermelinda, Helena Coelho e Helena Rodrigues. Eles caminham juntos na busca de um melhor entendimento do universo da Arte Naif e suas múltiplas possibilidades de interpretação, assim como do futuro do gênero e dos seus desdobramentos. 

Os trabalhos aqui aglutinados reforçam como o conceito de Arte Naif foi sofrendo alterações ao longo do tempo, sempre tendo em vista a existência de variações na forma de pensar a linguagem Naif. Se isso, por um lado, apresenta-se como algo saudável, no sentido de promover o diálogo, por outro, cria dificuldades de ordem conceitual, já que cada artista pode caminhar numa direção diferente. 

Atualmente, existe uma tendência de aproximação entre a chamada Arte Erudita e a Popular, embora alguns prefiram ainda a visão da Arte Naif como ligada a uma manifestação mais simples, autêntica e despida de valores acadêmicos. O essencial está em ver os artistas que participam deste projeto como legítimos representantes de um autêntico pensar e interpretar a realidade. 

Os seis artistas têm em comum algo que os aproxima entre si, e da Arte Naif e da Cultura Popular: suas obras são mais discursivas e figurativas. Por isso mesmo, dispensam bulas para se justificar plasticamente. São um espetáculo vibrante e significativo em si mesmas. A aparente simplicidade da Arte Naif traz em si mesma a grande complexidade do seu estudo. A diversidade de conceitos traz insegurança muitas vezes, mas também proporciona uma riqueza de discussões que esta exposição busca salientar. Acima de tudo, existe a valorização de um gênero que encontra no Brasil um de seus principais expoentes e que necessita cada vez de maior discussão e divulgação para uma reflexão sobre a sua história, seu presente e suas possibilidades de inserção futura na sociedade. Nesse sentido, os artistas que integram esta exposição são essenciais e merecem ser acompanhados de perto. Suas obras, regidas pela desenvoltura no trato com a cor e pelas temáticas de cunho popular, oferecem uma festa visual que pode até gerar polêmica entre eruditos e entre o público, mas nunca indiferença. 

Oscar D’Ambrosio integra a Associação Internacional de Críticos de Arte (AICA - Seção Brasil). É doutor em Educação, Arte e História da Cultura pela Universidade Mackenzie e mestre em Artes pelo Instituto de Artes da Unesp.