A exposição "Tarsila e Mulheres Modernas no Rio", em cartaz no MAR (Museu de Arte do Rio) até 22 de novembro (domingo que vem), traz um quadro da artista Elisa Silveira como representante da arte naif.
A exposição mostra a influência fundamental das mulheres na constituição da sociedade carioca do período compreendido entre o fim do século XIX e o término da Segunda Grande Guerra, trazendo 200 peças (pinturas, fotografias, desenhos, gravuras, esculturas, instalações, documentos, material audiovisual e objetos pessoais).
São inúmeras mulheres em diversas áreas de atuação como pintura, escultura, fotografia, literatura, música, religião, política etc.
No tocante às pinturas, estão expostas 25 telas de Tarsila e outros grandes nomes como Djanira, Anita Malfatti, Lygia Clark, Lygia Pape, entre outras.
Destacamos aqui o quadro de Elisa Martins da Silveira, tia do meu parceiro aqui no Projeto do IIAN, José Augusto Silveira. A obra pertence a coleção do próprio museu, o MAR, e é intitulada como "Brincadeira de criança". O próprio José Augusto me confessou que não conhecia a obra pois é datada de 1953, um ano antes de seu nascimento!
Elisa Martins da Silveira "Brincadeira de criança", 1953 Col. MAR
Também havia quadros da naif Rosina Becker do Vale.
Ambas as artistas naifs estão resenhadas aqui no blog.
Foi realizada a Exposição Rio Naif, na Galeria Cândido Portinari (UERJ) de 7 de novembro a 16 de dezembro de 2015.
Doze artistas participaram da coletiva: Alexandre Rosalino, Ana Camelo, Bárbara Deister, Berenice Barreto (Berenic), Dalvan Silva, Ermelinda de Almeida, Juareis Mendes, Helena Rodrigues, Lourdes Ferraz, Luiz Silveira, Noeli Rocha, Sinésio Brandão.
Reproduzimos algumas obras expostas e páginas do catálogo da exposição.
A curadora Valéria Aquino abre o catálogo com o seguinte parágrafo: A exposição Rio Naif traz doze artistas que retratam e vivem a cidade do Rio de Janeiro em sua beleza e dinâmica. Vindos de diferentes regiões do Brasil, fizeram da metrópole carioca local de moradia e inspiração, expressando através da arte, todo o carinho e admiração pelos seus 450 anos". Na imagem abaixo, Ermelinda junta em uma mesma imagem vários elementos físicos e simbólicos como o bondinho e o morro do Pão de Açúcar, o Corcovado, as praias e as barracas, o calçadão de Copacabana, São Jorge montando seu cavalo e matando o dragão, e o carnaval com uma mulata fantasiada, o rei momo e um sambista, entre outros detalhes.
Dentro de uma temática carioca não poderia faltar a Lapa, bairro boêmio e histórico carioca. Helena Rodrigues destaca os Arcos da Lapa com músicos e populares dançando, sem esquecer do bondinho de Santa Tereza passando no alto.
Um novo destaque é Luiz Silveira que usa de sucatas para fazer suas esculturas urbanas. Nessa exposição participou com a obra "Rocinha" (imagem abaixo). Como mecânico e soldador, o artista produz suas maquetes retratando diversas localidades do Rio de Janeiro como Copacabana, Elevado do Joá e Barra da Tijuca, a Central do Brasil, a Ponte Rio-Niterói e por aí vai. Vive na favela Metrô Mangueira. O portal UOL Notícias fala: "Pelas mãos de Luiz, antigos pedaços de motores e peças encontradas no lixo se transformam em pontes, prédios e cenários típicos cariocas".
um manifesto visual da maravilha e da improbabilidade do surgimento e evolução da vida no universo
A exposição 'Brincando com Arte', do artista plástico José Augusto Silveira, entrará em cartaz no dia 13, na Arte em Moldura (Copacabana).
'Brincando com Arte' representa um manifesto visual da maravilha e da improbabilidade do surgimento e evolução da vida no Universo e, também, um convite a que se pense para onde está indo o ser humano e sua capacidade de criar e destruir. O artista pretende provocar a reflexão sobre como o homem, criativo por natureza, tem usado sua capacidade transformadora para o bem e para o mal.
A mostra reúne pela primeira vez as 38 obras (fotogravuras) que fazem parte do vídeo intitulado "O Dito e o Visto: Ode à Criação Libertária". O vídeo foi lançado no Auditório da Livraria da Travessa (Leblon), no dia 14 de janeiro de 2014, e é composto pelas fotogravuras acompanhadas de 40 textos poético-filosóficos criados e narrados pelo próprio artista (Disponível em: http://www.youtube.com/watch?v= YDHVK2YsXEc).
As obras expostas são resultado de uma técnica mista em que Silveira combina pintura e desenho, geralmente sobre o suporte de papel, para depois serem finalizadas no formato de fotogravuras.
Coloquei minhas 'vísceras culturais'
José Augusto admite que colocou suas vísceras culturais na série de obras que estarão expostas em Copacabana. Não por menos, sua pintura é de caráter intuitivo. Sobre isso, ele diz:
– "Antes de começar a pintar, tenho vontade de colocar alguma coisa que pode ser menos ou mais específica. Até consigo visualizar como o quadro será no final. Mas na verdade nunca passo para o papel ou tela aquilo que imaginei. A intuição me guia e o resultado é uma simplificação, até porque o desejo não tem dimensão. Já a pintura tem duas dimensões: altura e largura".
A arte de Silveira abraça a contemporaneidade pela síntese que faz entre as influências de diversas escolas de arte, como a naïf, a surrealista e a pop, e correntes da filosofia. Em seus trabalhos, destaca-se a influência da arte naïf, predominantemente colorista.
Temário
O pintor passeia pelos mais variados temas que refletem suas visões de mundo e suas fantasias.
As imagens de Silveira são elaborações fantasiosas, as vezes fantasmagóricas. Por exemplo, na tela 'Magia Feminina', o inconsciente está refletido nas duas mulheres negras, oníricas, representando a magia do mundo.
O artista confere vitalidade através da inserção de elementos orgânicos referentes a sua formação acadêmica na área biológica. Quanto a isso, pode-se observar o caráter germinal (germes, fetos, nascimento, fertilidade) e a celularidade em muitas de suas obras.
Em seu trabalho, tudo tem um caminho. As linhas de preenchimento vão seguindo para suas devidas direções, coordenadas e convergindo, todas para uma resultado final. Parece que o desencontro nunca existe e, de todas as direções e em todas as direções, as linhas partem e chegam a um comum-convergente de harmonia.
A arte de José Augusto revela-se como um vibrante espaço de engajamento sociopolítico e de sonho, com fundamento filosófico, visual orgânico, colorista e, mesmo nos temas densos, consegue manter a ingenuidade e o bom humor.
SOBRE O ARTISTA
José Augusto Silveira é artista plástico, profissional liberal e professor universitário (UFRJ).
Nasceu em 1954, na cidade de Tutóia no Estado do Maranhão. Veio para o Rio de Janeiro aos dois anos de idade.
Desde cedo teve contato com a arte por acompanhar sua tia – a pintora naïf Elisa Martins da Silveira – nas reuniões do ‘Grupo Frente’, capitaneado pelo artista plástico Ivan Serpa, e tendo como participantes Aluísio Carvão, Hélio Oiticica, Lygia Clark, Lygia Pape, entre outros.
José Augusto fez seu primeiro curso de pintura no Museu de Arte Moderna (MAM) ainda criança, ministrado por Ivan Serpa.
Frequentou, também, cursos de pintura e gravura na Escola de Artes Visuais (EAV) no Parque Lage (RJ).
Está envolvido em trabalho experimentais de multimídia em parceria com o especialista em comunicação digital e poeta, Álvaro Nassaralla.
No dia 17 de janeiro de 2014, no auditório da Livraria da Travessa (Shopping Leblon), lançou a apresentação em vídeo intitulada "O Dito e o Visto: Ode à Criação Libertária", composta por 38 fotogravuras acompanhadas por 40 textos poético-filosóficos.
Exposição “Brincando com Arte" – José Augusto Silveira
Curadoria: Alvaro Nassaralla
De 13 a 15 de agosto de 2015
Local: Arte em Moldura
Endereço: Rua Miguel Lemos, 51 Lj. B - Copacabana - RJ
Horário de Funcionamento: Seg a sex, das 9h-12h - 13:30h-19h. Sáb,das 9:30h-14h
Telefone: (21) 3738-6715 / 3738-6748
Entrada gratuita
REFERÊNCIAS
GRUPO FRENTE: O Grupo Frente foi um grupo artístico brasileiro, considerado um marco no movimento construtivo das artes plásticas. Criado em 1954, o grupo era formado pelo artista carioca Ivan Serpa e vários de seus alunos e ex-alunos.
O grupo aceitava pintores de todos os gêneros, inclusive figurativistas e, segundo Ivan Serpa, a única condição para participar do grupo era romper com as fórmulas da velha academia, dispondo-se a questionar a arte e caminhar pelos próprios pés.
A extinção do Grupo Frente, em 1956, foi uma conseqüência natural do crescimento do prestígio de muitos de seus participantes, os quais passaram a encontrar condições de prosseguir cada um o seu próprio caminho.
ELISA MARTINS DA SILVEIRA: Elisa Martins da Silveira (Teresina, 1912 – Rio de Janeiro, 28 de abril de 2001) foi uma pintora brasileira, da escola primitiva ou “naïf”. Está representada na coleção do MAR (Museu de Arte do Rio), com uma tela de grande porte, sem título, que participou da II Bienal de São Paulo e de exposições sobre o Grupo Frente. Trata-se de uma doação do Fundo Z.
O artista brasileiro Rocha Maia está presente com suas obras no XXXV Salão de Pintura Naif, em Estoril, Portugal. O Salão abriu no dia 25 de julho de 2015, na Galeria de Arte do Casino Estoril, e homenageia o naif Antônio Poteiro (Nascido em Portugal e foi para o Brasil com um ano de idade). SERVIÇO
INFORMAÇÃO DE ÚLTIMA HORA Rocha Maia nos informou em primeira mão que recebeu carta-convite da Galeria de Arte do Casono Estoril (Portugal) para participar novamente, esse ano, da XXXV edição do Salão Internacional de Pintura Naïf.
O Salão será realizado de 25 de julho a 15 de setembro no Estoril, em Portugal.
Ele também nos disse: "Assim como no ano passado, a minha participação foi por si mesma uma premiação, participar novamente em 2015 é efetivamente uma consagração. Estou muito feliz! "
A vernissage será dia 04 das 14 ás 17 horas, Galeria do SESC Niterói, fica próximo da estação das barcas, atrás do Shopping.Veja Artes plásticas, literatura, poesia e musica no mesmo ambiente.
No dia 21 de janeiro de 2015 foi realizado o segundo encontro do 'Grupo de Discussão Arte na Contemporaneidade', no auditório da Livraria da Travessa (Shopping Leblon - RJ).
Os encontros são promovidos pelo IIAN (Instituto Internacional de Arte Naif) e apoiados pelo Instituto Pensamento Ecológico. Nessa edição, o tema foi 'Painel: Pintores Naifs do Rio de Janeiro'.
Tivemos seis artistas convidados: Ana Camelo, Berenic, Dalvan, Ermelinda, Helena Coelho e Helena Rodrigues.
Os artistas naifs, radicados no Rio de Janeiro e com projeção internacional, apresentaram seus trabalhos e falaram sobre sua obra, vida e processo criativo.
Estamos disponibilizando o material com a transcrição das falas dos artistas e fotos do evento (abaixo).