sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Vicente Ferreira


[Vicente Ferreira de Lima ]


Baturité - CE, 1928
Maceió - AL, 2012


Morou em sua cidade natal Baturité (CE) até os anos quarenta, quando então mudou-se para Maceió (AL). Era mais conhecido como “Seo Vicente” ou Ferreirinha”.  

Vicente trabalhou em circo, na agricultura, lidando com a terra e, também, era sanfoneiro.






Começou a pintar ao lhe pediram para pintar e desenhar os cenários de novelas em Baturité. 

O pintor se dizia inspirado por suas lembranças de sua infância em Baturité, temas do cotidiano e notícias que lhe chegavam pela televisão. Seus principais temas variavam entre o folclore Pastoril e das baianas, além de casas e prédios históricos.





Vicente é considerado um dos maiores expoentes da arte naif alagoana e nacional pela crítica. Infelizmente, a maior parte de sua produção é vendida para o exterior. 


Tinha o costume de pintar todas os dias de 7 às 4 horas da tarde, direto, apenas pausando para comer.

Na reportagem de Janayna Ávila para a Gazeta de Alagoas, cobrindo a exposição "Seu Vicente – Individual do artista plástico Vicente Ferreira", em 2007, na Galeria Miguel Torres (Teatro Deodoro), a jornalista intitula Vicente como "Um contador de estórias". 

De fato, vemos em sua pintura vários ambientes justapostos em uma mesma tela. Por exemplo, na tela abaixo, o ambiente de cima compõe por duas casas e um pasto no meio, e abaixo a rua e suas casas com uma procissão em direção à igreja. 


Segundo o site da Secretaria de Cultura do Estado de Alagoas, Ferreira "participou da exposição "Entre cores e formas" no Museu Theo Brandão/UFAL e ganhou o Prêmio Gustavo Leite 2010 com o quadro 'Guerreiro Alagoano' ".

A Gazeta de Alagoas, ainda, apresenta o depoimento de Lula Nogueira, um dos novos expoentes do naif alagoano e nacional, sobre Ferreirinha: 

“Vicente Ferreira é um dos mais autênticos e espontâneos artistas naïfs de Alagoas e um dos mais importantes representantes da cultura local. Em sua trajetória, nunca abusou da cópia e encara com seriedade seu trabalho. 

Além disso, uma de suas principais características é a miniaturização, que resulta num nível de detalhamento pouco visto nas artes locais. E, ainda assim, tem fôlego para dialogar com a atualidade, com o que está acontecendo no mundo agora. O trabalho de Vicente Ferreira tem de ser mais aproveitado porque se trata de uma iconografia muito nossa, muito alagoana”.


Texto por Álvaro Nassaralla