sábado, 23 de junho de 2012

Chico Liberato

Francisco Liberato de Mattos, conhecido como Chico Liberato (Salvador, 1936), é um artista plástico e cineasta brasileiro.

Expôs pela primeira vez em 1963, na Galeria Goeldi, no Rio de Janeiro. Teve destacada participação no movimento cultural que envolveu vários artistas na
década de 1960 em Salvador.

Participou de diversas exposições coletivas, como a I Bienal de Artes Plásticas da Bahia em 1966, e Bahia Década 70 – no Instituto Goethe. Realizou também diversas mostras individuais, no Brasil e no exterior.



Entre 1979 e 1991 foi diretor do Museu de Arte Moderna da Bahia e durante dez anos coordenou a área de Artes Visuais e Multimeios da Diretoria de Imagem e Som da Fundação Cultural do Estado da Bahia.


Pioneiro do cinema de animação na Bahia, produziu o terceiro filme de animação de longa metragem feito no Brasil - Boi Aruá (1983, que documenta o cotidiano do Nordeste do Brasil, mais especificamente do sertão caatingueiro, através do mito do Boi Aruá. O filme foi premiado pela Unesco. Entre os temas principais dos trabalhos de Chico Liberato estão o sertão e o sertanejo, a arte popular e as figuras místicas presentes no candomblé.

Seu novo projeto é mais um filme de animação, Ritos de Passagem. A história é baseada em dois personagens que habitam o imaginário do sertão nordestino: o Santo e o Guerreiro. Após a morte, Alexandrino e o Santo (protagonistas do filme) embarcam na barca de
Caronte, o barqueiro do Rio da Morte, o que provoca nos personagens reflexões sobre os atos e escolhas de cada um.







Ritos de Passagem prevê a contratação direta de 98 profissionais, entre técnicos, artistas e equipe de apoio, além de representar uma rara oportunidade para jovens profissionais. O projeto ainda conta com artistas importantes como Xangai, Jackson Costa, Margareth Menezes, Ingra Liberato e o autor da música tema, Elomar Figueira Mello, que já havia trabalhado com Liberato em “Boi Aruá”.

Chico Liberato é casado com a roteirista e poetisa Alba Liberato (Salvador, 1944), com quem teve cinco filhos, entre os quais a atriz Ingra Liberato.


Exposições individuais



1964 - Museu de Arte Moderna da Bahia, Salvador.
1965 - Galeria Convivium, Salvador.
1966 - Galeria Bonino, Rio de Janeiro
2005 - Conjunto Cultural da
CAIXA, Salvador. Exposição de pinturas e de animação: Chico Liberato 40 Anos.
2008 - Cebrac, Zürich. Beleza tupiniquim.




Exposições coletivas


1963 - Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro
1964 - Artistas da Bahia, na Sociedade dos Artistas Plásticos, Belo Horizonte
1964 - Opinião 66, no MAM, Rio de Janeiro
1964 - Opinião 66, no MAM/BA, Salvador
1964 - Opinião 66, no
Masp, São Paulo
1966 - Rio de Janeiro RJ - Opinião 66, no MAM/RJ
1966 - Ponto de Vista, na Galeria Convivium, Salvador
1966 - 1ª Bienal Nacional de Artes Plásticas, Salvador
1967 - Biennale de Paris - Coletiva de Artistas Brasileiros
1967 - 9ª
Bienal Internacional de São Paulo. Fundação Bienal de São Paulo.
1968 - 2ª Bienal Nacional de Artes Plásticas, Salvador
1971 - 28º Salão Paranaense, na Biblioteca Pública do Paraná, Curitiba
1975 - Feira da Bahia, Salvador
1981 - 4º Salão Nacional de Artes Plásticas, no MAM do Rio de Janeiro
1983 - Artistas Contemporâneos da Bahia, no
MAC/USP
1984 - 9º Salão Nacional de Artes Plásticas, Fortaleza
1994 - 1º Salão MAM-Bahia de Artes Plásticas, no MAM/BA
1998 - Bahia à Paris: arts plastiques d´aujourd´hui, Galerie Debret, Paris
1998 - Tropicália 30 Anos: 40 artistas baianos, no MAM/BA, Salvador
1999 - Arte-Arte Salvador 450 Anos, na Fundação Cultural de Curitiba. Solar do Barão
1999 - Arte-Arte Salvador 450 Anos, no Museu Histórico da Cidade do Rio de Janeiro
1999 - 100 Artistas Plásticos da Bahia, Museu de Arte Sacra, Salvador
1999 - Arte-Arte Salvador 450 Anos, no MAM, Salvador
2001 - 20º Salão Arte Pará, no Museu do Estado do Pará, Belém



Assista a Boi Aruá (Trecho 1)